terça-feira, 7 de abril de 2009

Igreja,tome cuidado com os "testemunhos".

Um foragido da polícia, Popó, dava "testemunhos" em igrejas evangélicas, e ainda vendia um DVD a 15 reais com o testemunho. Pois bem, a TV Alterosa conseguiu achar esse foragido e divulgou a noticia.Resultado:O convertido fugiu e se escondeu novamente.

Creio que isso serve de exemplo.Antes da Igreja convidar alguem pra dar "testemunho", procure saber se realmente a pessoa pagou as contas com a justiça, pois o Popó falava que ja tinha cumprido sua pena, e todo mundo acreditou.

A questão chegou até a Igreja Batista Getsemani,em BH, pois surgiu a noticia de que Popó era pastor da Igreja, e pregava lá. Depois de algum tempo tentando, a TV Alterosa conseguiu falar com o pastor da Igreja, Jorge Linhares. Jorge Linhares falou que Popó trabalhava na igreja como zelador, e que não sabia do passado de popó, e também não sabia sobre os testemunhos e o DVD.

E o pior é que tem muitos evangélicos "indignados" com a reportagem, dizendo que a TV esta "perseguindo os evangélicos. É sempre assim, é mais fácil botar a culpa na imprensa.

Veja o que Benny,Jornalista, Editor de Mídias Convergentes da TV Alterosa/Portal Uai fala sobre Popó em seu Blog:

Milton Rosa, vulgo Antônio Rocha de Almeida, vulgo Popó, fugiu da penitenciária Nelson Hungria em 1990, com mais quatro companheiros, levando 3 oficiais da PM e um soldado como reféns. Saíram do presídio num carro-forte, cedido pela própria PM, que entregou ainda armas e munição - usadas para matar um dos oficiais no caminho pra Juiz de Fora. Em seguida, a quadrilha passou nove dias trancada numa casa naquela cidade, mantendo o coronel Edgar Soares sob a mira de revólveres e metralhadoras, até que se rendeu pelo cansaço, não sem antes tentar nova fuga, frustrada num tiroteio com atiradores de elite da PM.

Contra Popó, há quatro mandados de prisão expedidos pela Justiça. Ele está condenado a um total de 128 anos de detenção, dos quais cumpriu alguns. Estava solto através de um livramento condicional desde 2000, mas o benefício foi revogado um ano depois e Popó não voltou mais à cadeia, passando então à condição de foragido.

A história foi descoberta pela TV Alterosa na semana passada. Desde a denúncia, veiculada a partir de segunda-feira, dia 30, Popó desapareceu.

Sobre os evangelicos dizendo que a TV está perseguindo a religião, Benny explica o seguinte:

Um aspecto tem me intrigado depois que publiquei o primeiro post sobre o caso - e se você está chegando a este debate agora, por favor, leia o post antes desse e os comentários dos internautas: a insistência de alguns evangélicos em dizer que estou perseguindo a religião.

Então, vamos lá:

Trata-se de uma tentativa tola de esconder o problema. Já disse num comentário no post anterior que se ele estivesse de sacristão numa igreja católica ou de rabino numa sinagoga, não faria diferença, porque o foco da TV Alterosa não é o fato de que ele se auto-intitulou pastor, mas de que um foragido da Justiça anda à solta, há nove anos, sem ser incomodado pela Polícia, com endereço e emprego fixos.

Se ele estivesse trabalhando como balconista numa loja, a TV Alterosa estaria discriminando os comerciários? Se tivesse virado jogador de futebol de um time amador do interior, estaria contra o Esporte? Se fosse piloto de boeing, estaria contra a invenção do avião?

Ora, bobagens.

Vamos nos ater ao principal: um condenado à prisão por vários crimes, entre eles dois homicídios, e com boa parte da pena ainda a cumprir, está solto e levava uma vida normal, como nós, cidadãos de bem.

Aqui entra um outro aspecto. Internautas questionam que, nesses nove anos, Popó não voltou ao crime. Pelo contrário, aceitou Jesus e passou a pregar o bem. A sugestão de que Popó não deveria voltar à cadeia por causa disso tem uma lógica perversa: a conversão religiosa e a "tarefa" de mostrar ao mundo que isso o transformou o perdoariam de cumprir mais de um século de pena que ainda está na lista das "contas a pagar". Então, podemos deduzir que todos os condenados, que estão encarcerados e se converteram a essa ou aquela religião e não cometeram mais nenhum crime (é, porque dentro da cadeia também se cometem crimes), devem ser libertados? Devem sair da cadeia porque foram perdoados por Deus, acima de todos nós? A piedade divina suplanta o código penal?

Isso seria o caos.

E o número de conversões cresceria astronomicamente, haja vista que garantiria passaporte para a liberdade...

Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa.

Leia mais sobre esse caso no Blog do Benny




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