quinta-feira, 11 de junho de 2009

Pensamentos sobre a igreja católica..

Interessante artigo do Bispo José Moreno, da Igreja Anglicana Livre, sobre o que significa ser Católico:


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O monograma é um antigo símbolo cristão, usado na igreja perseguida pelo Império Romano, nos primeiros séculos. São as duas primeiras letras gregas do nome Cristo. Através da sobreposição dessas duas letras, formou-se um dos sinais que serviam para identificar locais secretos de reunião dos cristãos. Muitos outros símbolos eram usados: a cruz, a pomba, o peixe, o sol, o cajado, a ovelha, etc.

O cristianismo sempre foi rico em símbolos. As igrejas históricas usam-nos com abundância. Atualmente, as igrejas evangélicas têm sofrido de uma excessiva iconofobia (medo mórbido de imagens), chegando a confundir a imagem em si mesma com a idolatria (adoração de ídolos representados por imagens). Por isso, têm se tornado iconoclastas destruidoras de imagens).

Católica

Também com muita facilidade rotula-se pejorativamente algo como “católico”, confundindo esse termo com as igrejas que o usam em sua denominação, como, por exemplo, a Igreja romana. “Católico” significa “universal, aquilo que está de acordo com o todo”. O significado amplo é: “aquilo que é crido e praticado em todos os lugares, em todos os tempos, por todas as igrejas”.

Esta palavra começou a ser usada pela igreja antiga em oposição aos hereges, que baseavam seus ensinamentos em mistérios particulares que teriam sido revelados a este ou àquele apóstolo. A igreja, então, definiu o cânon da Bíblia, redigiu resumos da fé católica (aquela que estava de acordo com o todo e não com revelações particulares secretas), chamados Credo Niceno e Credo Apostólico, assumiu a assim chamada sucessão apostólica, formada por diáconos, presbíteros e bispos ordenados sucessivamente desde os apóstolos originais e estabeleceu o governo da igreja centralizado em dioceses (palavra grega que significa “casa de Deus”), governadas por bispos encarregados de zelar pela catolicidade da doutrina cristã.

Pretendia-se, assim, preservar a igreja apostólica, una e católica (universal, que estava de acordo com o todo). Neste sentido, uma igreja só pode ser verdadeiramente cristã se for católica, ou seja, se praticar a fé que está de acordo com a igreja toda, a qual vem de Cristo e de seus apóstolos – ver: Ef 2.20.

O contrário de “católico” não é “protestante” e sim “particular”. Para entender melhor: o batismo é uma doutrina católica, porque é crida e praticada por todas as igrejas, em todos os lugares e em todos os tempos. Mas a forma de batizar não é católica, é particular, uma vez que cada igreja tem o seu jeito próprio de praticar esta doutrina católica: umas batizam somente por imersão, outras apenas por aspersão; umas batizam crianças, outras somente adultos; umas ensinam a regeneração batismal, outras têm o batismo como mero símbolo; umas batizam apenas em água corrente, enquanto outras batizam em tanques ou piscinas, e assim vai.

Liturgia

Esta palavra, de origem grega, significa “serviço do povo”. Liturgia, para os antigos helenos, era o serviço prestado voluntariamente à comunidade para manifestar seu patriotismo, seu amor à Pátria. Posteriormente, passou a ser o serviço obrigatório prestado à comunidade, por exemplo, o serviço militar. Com o passar do tempo, liturgia veio a significar qualquer serviço prestado a alguma instituição ou pessoa.

Nos tempos do Novo Testamento, o termo liturgia era fortemente identificado com o serviço realizado pelos sacerdotes nos templos religiosos. Por isso, o serviço oferecido a Deus durante os cultos é chamado de liturgia. Toda igreja tem liturgia. Ela pode ser informal, ou até mesmo desorganizada, mas é liturgia. Toda igreja faz orações, canta louvores, lê a Bíblia, etc. Isso é liturgia.

As igrejas cristãs históricas se habituaram a usar uma liturgia escrita, mais formal, mais organizada. Quando ocorreu a Reforma Protestante no século XVI, a liturgia foi depurada, eliminando-se superstições e elementos pagãos. Manteve-se uma ordem de culto menos formal, porém rica em simbologia.

A liturgia que adotamos, de acordo com o anglicanismo histórico e acrescentada dos elementos carismático-pentecostais que nos caracterizam como igreja particular, é inspirada na edição de 2007 do livro de oração Comum (LOC). O LOC foi publicado primeiramente na Inglaterra em 1549, pelo arcebisbo Thomas Cranmer.

Calendário cristão

O calendário litúrgico é composto dos seguintes eventos: Advento (celebra a vinda de Jesus), Natal (celebra o nascimento de Jesus), Epifania (celebra as manifestações de Jesus como Deus), Quaresma (período de meditação e arrependimento), Semana Santa (relembra a paixão de Jesus), Páscoa (celebra a ressurreição de Jesus), Pentecostes (celebra a descida do Espírito Santo) e Tempo Comum (medita sobre a vontade de Deus para com os homens). Outras datas especiais são incluídas: Dia da Reforma, Dia de Ação de Graças, Dia de Finados, Dia da Bíblia, etc.

Cores litúrgicas

Branco. É a cor de todas as cores, da luz radiante. Usa-se no Natal, na Epifania, na Páscoa e em outras ocasiões.

Roxo. É a cor da penitência, do arrependimento. Usa-se no Advento, na Quaresma, na Semana Santa e no Dia de Finados.

Vermelho. É a cor do sangue, do martírio. Usa-se em Pentecostes, no Dia da Reforma, na celebração de um mártir, nas ordenações, etc.

Verde. É a cor da esperança, do crescimento. Usa-se no Tempo Comum.

+Bispo José Moreno


Fonte: Blog do bispo Moreno

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