quinta-feira, 1 de março de 2012

A Bíblia não é um manual de políticas públicas

Esse é o título de um artigo que Aaron Taylor escreveu no site Huffingtonpost. Leia alguns trechos do artigo:
 Meu pastor e eu temos debatido amigavelmente. Ele diz que Jesus era estritamente apolítico e, portanto, os cristãos devem abster-se de política completamente. Eu digo que Jesus desafiou os violentos,as estruturas sócio-políticas ao longo de sua vida e ministério, portanto, os cristãos têm o dever de defender a paz e ajudar os pobres e oprimidos. Nós somos cabeças-duras, e não queremos ceder em nossos debates, mas somos amigos, e no final sempre tem uma coisa com que concordamos: A Bíblia não é um manual de política pública!
 Sei que isso poder parecer uma declaração ultrajante para alguns. Afinal, os cinco primeiros livros da Bíblia são comumente referidos como os "Livros da Lei". Estes livros contêm códigos legais que regem a vida de cada dia dos antigos filhos de Israel, que vão desde a higiene pessoal a como punir ladrões e assassinos. Além disso, os profetas hebreus protestaram contra os reis de seu tempo por fazerem "leis injustas" e "decretos opressivos" (Isaías 10:1).
As Escrituras revelam um Deus que se preocupa profundamente com o pobres, a viúva, o órfão e o estrangeiro, no entanto, estranhamente, o homem que os cristãos acreditam incorporar a vontade de Deus em ação (Jesus) se recusou a tomar partido nas disputas amargas partidárias dos seus dias. Jesus acolheu ambos, os zelotes e os  cobradores de impostos como membros de seu círculo íntimo. E quando dois irmãos perguntaram a Jesus como resolver uma disputa de herança, Ele respondeu, dizendo: "Homem, quem me fez juiz ou árbitro entre vós?" (Lucas 12:14). Se Jesus pretendia que seus seguidores se tornassem  os guardiões morais da sociedade, Ele tinha um jeito engraçado de mostrar isso.

O padrão continua com o apóstolo Paulo. O caso indiscutível que mostra que os seguidores de Jesus não devem julgar aqueles que estão fora da Igreja vem de uma passagem em I Coríntios 5:12-13, onde Paulo diz: "Afinal de contas eu não tenho o direito de julgar os que não são cristãos. Deus os julgará. Mas será que vocês não devem julgar os seus irmãos na fé? Como dizem as Escrituras Sagradas: “Expulsem do meio de vocês esse homem imoral. " Paulo claramente estabeleceu uma demarcação entre os cristãos, julgando questões no seio da comunidade dos crentes (permitido) e assuntos fora da comunidade dos crentes (não permitido). No mínimo, isso sugere que os cristãos que acham que podem impor o que eles percebem como "valores bíblicos" na sociedade secular estão, mais frequentementes,errados. Não há simplesmente nenhuma maneira de traduzir a Bíblia para a política pública concreta, pelo menos não sem um considerável grau de ambigüidade.

Meu pastor se recusa a levar para a  igreja a amarga guerra cultural que existe na sociedade, existe uma grande diversidade de correntes políticas e teológicas dentro da congregação. As pessoas podem entrar na igreja e sentir verdadeiramente acolhido como elas são, sem ter que obedecer a algum grupo de pensamento. Como membro da equipe de louvor, eu olho para a congregação todos os domingos e vejo pessoas com  diferentes crenças políticas, cultural e teológica, todas adorando a Deus. É maravilhoso!
Fonte: http://www.huffingtonpost.com/aaron-taylor/

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