quinta-feira, 19 de julho de 2012

A Importância de uma Fé Racional

Excluindo-se 1 bilhão e meio de comunistas, a maioria da população mundial  declara sua crença em um Ser Supremo. O problema para a grande maioria dessas pessoas é se há uma Providência Divina no mundo.
Pessoas mais racionais preferem acreditar em um Criador do Universo, mas não tem certeza de que o Poder que criou o homem e seu meio está preocupado com seu bem-estar atual e destino final. Eles foram ensinados a procurar milagres, sinais da intervenção divina para provar a Sua existência e preocupação para com a humanidade. Providência não é sinônimo de intervenção.
Da mesma forma, eu culpo a maioria dos pregadores, rabinos, padres e ministros por ensinarem a mensagem errada aos seus fiéis. Em vez de instruir os seus ouvintes sobre a verdade do texto bíblico, eles extrapolam, confundem suas congregações com  parábolas e interpretações rebuscadas.  
Eu entendo seus esforços para serem divertidos, polêmicos e originais para impressionar os seus rebanhos, mas a que custo?  
Ao longo da história, a Igreja sempre condenou os homens da ciência que ensinavam que o sol era o centro do universo e não a terra, por exemplo, Copérnico e Galileu. Suas descobertas nunca  preocuparam os rabinos, que devidamente compreendiam a Torá e o Talmud, que fala de muitos mundos que o Todo-Poderoso criou.  
No entanto, um comentário contemporâneo faz essa comparação: "Um Korach ou um Darwin sempre ficaram  pronto a rejeitarem os sinais mais evidentes da presença de Deus no mundo, mesmo que isso signifique evocar alguma afirmação ridícula vestida em dialeto sofisticado" (Mishnas Chayim, Parashat Korach, 23 de junho de 2012). Para comparar um que se rebela contra a autoridade de Moisés, por causa de ciúmes e que quer substituí-lo, ao contrário de Charles Darwin é um disparate. Darwin era um seminarista saiu na Inglaterra, foi para as Ilhas Galápagos e escreveu "A Origem das espécies", no qual ele apresentou sua teoria da evolução. De maneira nenhuma isso contradiz a Bíblia, exceto aos olhos dos literalistas que se recusam a aceitar a ciência como os meios para realizarem os resultados desejados. É perfeitamente compatível com o relato do Gênesis afirmar que o mundo foi criado por Deus e vida evoluiu em etapas até que Ele proveu o homem com uma alma. (Gênesis 2:7)
Todos nós já ouvimos que a religião é "o ópio das massas", ou que é "uma muleta" para o coxo (cortesia de Karl Marx e Sigmund Freud). O que nós não ouvimos tantas vezes é que para cada cientista e psicoterapeuta que negam a existência de uma causa primeira, ou um ser teleológico, existem muitos que afirmam uma ordem no universo. A teoria do caos não tem pernas para andar, em contraste com Albert Einstein e seus seguidores, que postulavam sua máxima de mesmo nome, "A ciência sem religião é manca, a religião sem ciência é cega". Minha hipótese é simplesmente isso! Não há conflito entre ciência e religião se estamos de acordo que ambas as disciplinas procuram banir a ignorância e a superstição. A ciência fornece os meios, a religião ,os fins.
  Quando a religião e a ciência são conciliáveis? Quando elas são lógicamente, razoávelmente e biblicamente verdadeiras!
Rabino Samuel April 

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